O Pioneirismo na Vila: Um Olhar Experiente



 

O missionário Redentorista Padre Antônio Ricieri Bariani foi um dos pioneiros a se dedicar ao trabalho e consolidação da Vila São Cottolengo desde o início da instituição, em 1951. Aos 100 anos de idade e completamente lúcido, ele reside atualmente na casa paroquial de Trindade e conta um pouco sobre sua experiência à frente da Vila, sua trajetória e seus sentimentos em relação à maior instituição filantrópica do Centro-Oeste.

1 – O Senhor é um dos pioneiros da Vila São Cottolengo. Como começou a sua história com a instituição?

O Padre Vilela tinha um terreno e a intenção dele era construir um abrigo para os pobres porque naquela época, depois da festa de Trindade, ficavam tantos pobres sentados por toda parte, sujos, doentes, maltrapilhos, muitas vezes com crianças desnutridas, e tudo isso inspirou a nossa piedade. Nós víamos que aquilo não era certo e eu sempre estive a serviço do Padre Vilela.

2 – Qual a importância do trabalho desenvolvido na Instituição? Como foi a sua experiência?

Este trabalho é único e maravilhoso. Na Itália, existe o primeiro trabalho desenvolvido pelo próprio padre José  Bento Cottolengo, que tinha como lema 'caridade e confiança' e de onde saiu a inspiração do Padre Vilela. É um trabalho de tamanha generosidade, de pura caridade e de grande importância social. Para mim, é uma grande alegria ter participado da construção da Vila, pois tudo que eu fazia era com boa vontade porque sabia que era um lugar de caridade e de amor. Eu me orgulho de ter feito parte dessa história.

3 – Muitas pessoas possuem uma visão distorcida da Vila, dizendo que a instituição é rica e colocam em xeque o trabalho desenvolvido na entidade. O que o senhor pensa sobre isso e o que deve ser feito para mudar essa visão?

A voz do povo nem sempre é justa. Penso eu, a Vila é mantida pelo povo e é uma instituição única,  os  que  conhecem  e  sabem  disso  dão valor e os que não conhecem criticam. É importante dizer que hoje a Vila impera, não precisa mais estender a mão e pedir esmola, ela tem um nome e credibilidade muito grandes. Aumentou e cresceu, mas continuou sempre a mesma Vila, com o mesmo sentido de caridade. Não existe nada que seja tão bom e brilhe que não seja também perseguido e criticado. As pessoas precisam conhecer antes de criticar.

4 – Que legado a Vila São Cottolengo deixou para o senhor? E qual a mensagem que o senhor deixa para todos que ainda fazem parte da instituição?

Que tenham muita fé em Deus, muita caridade no coração para que a instituição não diminua e continue fazendo o bem que está fazendo. Existem muitas instituições, mas como a Vila São Cottolengo não existe. Devem ter sempre muito entusiasmo, confiança e perseverança no trabalho, porque é um feito necessário para a humanidade.

5 – Qual o segredo para chegar aos 100 anos com tamanha vitalidade?

O segredo é graça de Deus. Deus é a vida, Ele nos empresta a vida e está me conservando. Nós éramos 10 irmãos e hoje eu sou o único vivo, a maioria não passou dos 90 anos. Eu me sinto agradecido a Deus, à Congregação. Hoje eu estou bem amparado aqui, tenho cuidados dia e noite, mas é Deus quem decidirá até quando vou ficar aqui.



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