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ENTREVISTA: Psicólogo da Vila avalia momento atual e dá dicas

Em situações de incerteza como a que estamos vivendo atualmente, em virtude da crise do Novo Coronavírus, é natural que surjam alguns desconfortos e dúvidas, principalmente em relação ao futuro. Controlar as emoções e anseios em momentos como este pode ser algo extremamente difícil para boa parte das pessoas.

Afinal, a impressão que se tem é de que tudo mudou de repente e as rotinas foram demasiadamente alteradas de uma hora para outra.

Para falar um pouco mais sobre esse contexto, convidamos um dos psicólogos da Vila São Cottolengo, Saymon Eike Ferraz, que abordará, na entrevista que se segue, algumas dicas de como enfrentar melhor esta fase e o que está sendo desenvolvido na Vila junto aos pacientes de longa permanência.

Como foi levar esta situação ao conhecimento dos pacientes?

A ideia primeira foi orientar os pacientes. Mostrar o que está acontecendo e não esconder. Precisamos trazer à consciência deles a problemática que estamos vivendo, até porque nós vamos precisar deles na questão da disciplina, do entendimento e união para que possamos passar juntos por este problema. Então, desde o início, todas as equipes trabalharam no intuito de informá-los.

Como foi a reação deles? Como tem sido o trabalho das equipes desde então?

A maioria reagiu muito bem e com aceitação. Mas, apesar de sermos transparentes deixando claro o que está acontecendo, buscamos também fazer com que eles se desliguem um pouco disso. Para isso, estamos realizando as nossas atividades terapêuticas, cognitivas e lúdicas em grupos de pacientes de cada unidade, e também realizando os atendimentos individuais para aqueles que se apresentam mais aflitos e nervosos.

Quais as atividades que estão sendo desenvolvidas neste momento?

Como estamos somente dentro das unidades, estamos focando em atividades mais cognitivas, como a leitura, a pescaria no lago, por exemplo. Estamos fortalecendo as atividades em grupo dentro das respectivas unidades, com seus respectivos pacientes, porque, em dias normais, muitas vezes, cada um vai para um lado, vai para a escola, então é um momento  em que eles estão ficando juntos e nós estamos aproveitando – junto com a equipe multiprofissional – para trabalhar a união entre eles.

Quais os tipos de sentimentos um momento de reclusão como este pode desencadear nas pessoas?

Em momentos assim, é muito comum aumentar a ansiedade e, quando você aumenta a ansiedade, pode aumentar também os sintomas ligados à depressão, então sentimentos como o medo, a angústia e o estresse começam a ficar mais aparentes, o que gera dificuldades em manejarmos o nossos comportamentos e emoções.

E o que pode ser feito para amenizar esses sintomas e lidar melhor com o isolamento?

Existem atitudes que podem ser exercitadas para que possamos lidar melhor com esta situação. Precisamos, sim, estar por dentro e informados da evolução do contexto, mas buscar outros caminhos neste período também é fundamental, como por exemplo: buscar informações em fontes confiáveis e dados oficiais das organizações responsáveis pela saúde no país, pois isso evita que não nos deixemos afetar pelas “Fake news”, que muitas vezes emitem informações falsas, aumentando a sensação de medo, apoiar emocionalmente as crianças fazendo as orientações em relação ao vírus e propôr atividades lúdicas neste período de isolamento, não ficar a maior parte do tempo somente assistindo notícias e assuntos relacionados ao vírus – o excesso de informação pode aumentar o nível de estresse, levando a sintomas de ansiedade e depressão – , e otimizar o tempo no período de isolamento para realizar atividades que possam melhorar o seu estado de humor, tais como livros, séries, exercícios mentais e físicos.

Como você avalia o momento atual?

Essa, talvez, seja a maior crise que esta geração está passando. E a gente sempre tem que buscar uma oportunidade na crise. Dizem que depois das grandes batalhas, há o desenvolvimento. Então a gente espera que as pessoas também utilizem este momento para se desenvolverem emocionalmente. Ficar em casa nesse momento pode ser uma boa maneira de reconectar-se consigo mesmo, com os filhos, com a família, que são coisas que, na correria do dia a dia, às vezes, não conseguimos.

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Carolina Simiema

 

 

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